Imagine acordar no meio da noite com falta de ar, o peito apertado e aquele chiado que parece vir de dentro dos pulmões. Você tenta respirar fundo, mas o ar simplesmente não entra como deveria. Se essa descrição lhe parece familiar — ou se alguém da sua família vive assim —, há uma grande chance de que estejamos falando de asma, uma das doenças respiratórias crônicas mais comuns no mundo.

No Brasil, estima-se que milhões de pessoas convivam com asma, sendo o país um dos que mais registram crises e hospitalizações pela doença. Em Goiânia, o desafio ganha contornos próprios: a seca prolongada entre maio e setembro, as queimadas no Cerrado e a poeira constante funcionam como gatilhos poderosos, tanto para quem já tem o diagnóstico quanto para quem nunca suspeitou ter asma.

Este guia reúne tudo o que você precisa saber sobre asma em linguagem clara e acessível, fundamentado nas diretrizes internacionais mais atuais — principalmente o diretrizes GINA mais recentes (Global Initiative for Asthma) e as recomendações da ASBAI (Associação Brasileira de Alergia e Imunologia). Na minha prática clínica em Goiânia, acompanho diariamente pacientes que viveram anos aceitando limitações desnecessárias. A asma tem tratamento eficaz — e informação de qualidade é o primeiro passo.

O que é asma?

Asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas — os brônquios, que são os “tubos” que levam o ar até os pulmões. Em quem tem asma, esses brônquios vivem em um estado de inflamação constante, mesmo nos períodos sem sintomas. Quando expostos a determinados gatilhos, essa inflamação piora rapidamente, causando três fenômenos simultâneos:

1. Broncoconstrição: a musculatura ao redor dos brônquios se contrai, estreitando a passagem de ar.

2. Edema da mucosa: o revestimento interno dos brônquios incha, reduzindo ainda mais o espaço para o ar circular.

3. Hipersecreção de muco: o corpo produz muco em excesso, que “entope” as vias aéreas.

O resultado é a dificuldade para respirar, o chiado no peito e a sensação de aperto torácico que caracterizam a doença. A asma é variável e reversível — ou seja, os sintomas vêm e vão, e respondem ao tratamento. Mas “reversível” não significa “inofensiva”: crises de asma podem ser graves e, em casos extremos, fatais.

Costumo dizer aos meus pacientes que a asma se parece com um incêndio que nunca se apaga completamente — sempre há brasas. Quando você trata só os sintomas (a fumaça), sem cuidar da inflamação de base (as brasas), a próxima crise é questão de tempo.

Sintomas da asma

Os sintomas clássicos da asma são:

Falta de ar (dispneia): sensação de não conseguir puxar ar suficiente, especialmente durante esforço físico, à noite ou ao amanhecer.

Chiado no peito (sibilância): um som agudo, como um assovio, ao expirar. É o sintoma mais reconhecido da asma.

Tosse: frequentemente seca, pior à noite ou de madrugada, e que pode ser o único sintoma em alguns pacientes (“tosse variante de asma”).

Aperto no peito: sensação de pressão ou peso sobre o tórax.

Esses sintomas costumam ser variáveis ao longo do tempo e em intensidade. Podem piorar à noite, durante exercícios, em ambientes com poeira, mofo, fumaça ou ar frio, e durante infecções respiratórias virais.

Sintomas em crianças

Em crianças, a asma pode ser confundida com bronquite ou infecções respiratórias de repetição. Fique atento a:

• Tosse frequente, especialmente à noite, ao brincar ou ao rir.

• “Canseira” desproporcional durante atividades físicas.

• Chiado audível no peito durante resfriados.

• Episódios repetidos de “bronquite” ou “pneumonia” que não são explicados apenas por infecções.

Em crianças menores de 5 anos, o diagnóstico de asma pode ser desafiador, pois a espirometria (exame de sopro) nem sempre é possível. Nesses casos, o diagnóstico é clínico, baseado no padrão dos episódios e na resposta ao tratamento.

Causas e gatilhos da asma

A asma é uma doença multifatorial — envolve predisposição genética e exposição ambiental. Não existe uma causa única, mas uma combinação de fatores que determina quem desenvolve a doença e o que desencadeia as crises.

Tipos de asma

Asma alérgica: é a forma mais comum, presente na maioria dos pacientes. Está associada a sensibilização a alérgenos inalados (ácaros, mofo, pelos de animais, baratas, pólens) e frequentemente acompanha outras doenças alérgicas, como rinite e dermatite atópica. O mecanismo envolve anticorpos IgE e inflamação do tipo 2 (eosinofílica).

Asma não alérgica: os sintomas são semelhantes, mas não há sensibilização alérgica demonstrável. Pode estar associada a infecções, exercício, ar frio, poluição ou mecanismos inflamatórios diferentes. Esse tipo tende a ser mais comum em adultos.

Asma mista / sobreposição: muitos pacientes apresentam características de ambos os tipos.

Principais gatilhos

Alérgenos: ácaros, fungos, epitélio de animais, baratas (mecanismo IgE).

Irritantes respiratórios: fumaça de cigarro, poluição, queimadas, produtos químicos, perfumes (mecanismo irritativo, não IgE).

Infecções virais: resfriados e gripes são os gatilhos mais comuns de crises, especialmente em crianças.

Exercício físico: o broncoespasmo induzido por exercício é frequente, mas tratável — e não deve ser motivo para evitar atividade física.

Mudanças climáticas e ar seco: em Goiânia, o período seco é o grande vilão.

Estresse emocional: não causa asma, mas pode precipitar crises em quem já tem a doença.

O fator Goiânia: asma e o clima do Cerrado

Goiânia reúne condições que tornam o controle da asma particularmente desafiador:

Seca prolongada (maio a setembro): o ar seco irrita as vias aéreas e favorece a concentração de poeira e alérgenos em suspensão.

Queimadas (agosto e setembro): a fumaça das queimadas no Cerrado libera partículas finas (PM2.5), monóxido de carbono e compostos orgânicos voláteis — todos irritantes respiratórios potentes que podem desencadear crises mesmo em pessoas com asma leve.

Exposição perene a ácaros: o clima quente durante o ano todo mantém a proliferação de ácaros domésticos em níveis elevados.

Na minha experiência, muitos pacientes com asma controlada durante o período chuvoso voltam a ter crises entre julho e setembro. Por isso, costumo planejar ajustes preventivos no tratamento — em consulta — antes que a seca comece. É muito mais eficaz prevenir do que remediar uma crise.

Como é feito o diagnóstico da asma?

O diagnóstico de asma combina história clínica detalhada com testes de função pulmonar. O diretrizes GINA mais recentes reforça que a espirometria é o exame de referência para confirmar a doença:

Espirometria com prova broncodilatadora: o paciente sopra em um aparelho que mede o volume e a velocidade do ar expirado. Depois, recebe uma medicação broncodilatadora inalatória e repete o teste. Se houver melhora significativa (aumento ≥ 12% e ≥ 200 ml no VEF1), isso confirma a reversibilidade característica da asma.

Pico de fluxo expiratório (PFE): medida mais simples, útil para monitoramento domiciliar, mas menos precisa que a espirometria.

Teste de provocação brônquica: indicado quando há forte suspeita clínica mas a espirometria inicial é normal. Expõe as vias aéreas a estímulos (metacolina, exercício) para verificar se há hiper-reatividade.

Além da função pulmonar, o alergista pode solicitar:

Testes alérgicos (prick test / IgE específica): para identificar os alérgenos envolvidos, especialmente na asma alérgica.

Biomarcadores de inflamação tipo 2: a contagem de eosinófilos no sangue e a fração exalada de óxido nítrico (FeNO) ajudam a definir o perfil inflamatório e orientar o tratamento, especialmente em casos de asma moderada a grave.

Atenção: em crianças menores de 5 anos, a espirometria pode não ser viável. Nesses casos, o diagnóstico é clínico, baseado no padrão dos episódios e na resposta a um teste terapêutico com medicação anti-inflamatória.

Se você se identificou com esses sintomas e mora em Goiânia, posso avaliar seu caso de forma personalizada.Agende sua consulta — Clique aqui para falar comigo pelo WhatsApp: (62) 99102-5408

Tratamento da asma: o que mudou nos últimos anos

O tratamento da asma passou por uma revolução nos últimos anos. A principal mudança, consolidada pelo GINA desde 2019 e reforçada no relatório de 2025, pode ser resumida em uma frase:

Nenhum adulto ou adolescente com asma deve usar broncodilatador de curta duração (a “bombinha de alívio”) como tratamento isolado, sem anti-inflamatório.

Essa recomendação existe porque décadas de pesquisa mostraram que o uso frequente de broncodilatador de curta duração sozinho — embora alivie os sintomas imediatamente — não trata a inflamação de base e pode, paradoxalmente, aumentar o risco de crises graves.

As duas linhas de tratamento (Tracks do diretrizes GINA mais recentes)

Track 1 (preferencial): utiliza um dispositivo inalatório que combina corticosteroide inalatório + formoterol (um broncodilatador de longa duração) como medicação tanto de manutenção quanto de alívio. Essa estratégia, chamada MART (Terapia de Manutenção e Alívio), é a preferida porque simplifica o tratamento (um único dispositivo para tudo) e reduz significativamente o risco de crises graves e o uso de corticosteroides orais.

Track 2 (alternativa): para situações em que o Track 1 não está disponível ou não é adequado. Utiliza corticosteroide inalatório diário como manutenção, com broncodilatador de curta duração para alívio — mas sempre com a garantia de que o paciente use o anti-inflamatório associado.

Escalonamento: tratamento ajustado à gravidade

O tratamento da asma é escalonado em etapas (steps), de acordo com a frequência dos sintomas e o risco de crises:

Etapa 1-2 (asma leve): uso conforme necessidade de corticosteroide inalatório + formoterol (Track 1) ou corticosteroide inalatório diário em dose baixa (Track 2).

Etapa 3 (moderada): MART com dose baixa de manutenção (Track 1) ou corticosteroide inalatório + broncodilatador de longa duração diário (Track 2).

Etapa 4 (moderada-grave): MART com dose média (Track 1) ou dose média de corticosteroide + broncodilatador de longa duração (Track 2).

Etapa 5 (grave): encaminhamento ao especialista para fenotipagem e, quando indicado, tratamento com imunobiológicos (medicamentos injetáveis que atuam em mecanismos específicos da inflamação).

O objetivo é usar a menor dose necessária para manter o controle. Quando a asma está estável por meses, o médico pode considerar reduzir gradualmente o tratamento.

O que NÃO se recomenda mais

• Usar broncodilatador de curta duração (“bombinha”) como único tratamento.

• Corticoide oral de uso contínuo — reservado como último recurso, pelo risco de efeitos sistêmicos graves (osteoporose, diabetes, catarata).

• Nebulização com sulfato de magnésio em crises (evidência insuficiente segundo o diretrizes GINA mais recentes).

Controle ambiental e medidas complementares

Assim como na rinite alérgica, reduzir a exposição a alérgenos e irritantes é fundamental:

• Capas antiácaros em colchões e travesseiros.

• Evitar contato com fumaça de cigarro, queimadas e poluição.

• Manter ambientes ventilados e limpos (pano úmido, não vassoura).

• Nos meses de seca em Goiânia: fechar janelas nos horários de maior poluição, usar máscara em dias de queimadas intensas e manter a hidratação das vias aéreas com lavagem nasal.

Imunoterapia e asma alérgica

Para pacientes com asma alérgica leve a moderada associada a sensibilização comprovada (especialmente ácaros), a imunoterapia com alérgenos pode ser uma opção complementar. Há evidências de que ela pode melhorar o controle da asma e reduzir a necessidade de medicação em pacientes selecionados — embora não substitua o tratamento inalatório de base.

Asma e rinite: a conexão pela via aérea única

Asma e rinite alérgica são doenças que caminham juntas com muita frequência. A maioria dos pacientes com asma alérgica também tem rinite, e uma proporção significativa de pacientes com rinite apresenta ou desenvolverá asma ao longo da vida.

Esse conceito é chamado de “via aérea única”: a mucosa do nariz e dos brônquios compartilha características semelhantes e responde de forma integrada à inflamação alérgica. Na prática, isso significa que tratar a rinite adequadamente pode contribuir para um melhor controle da asma, e vice-versa.

No meu consultório, avalio sistematicamente a presença de rinite em todos os pacientes com asma — e a função pulmonar em todos os pacientes com rinite moderada a grave. Essa abordagem integrada muda o desfecho do tratamento.

Complicações da asma não controlada

Quando a asma não recebe tratamento adequado, as consequências vão além das crises:

Remodelamento brônquico: a inflamação crônica e repetida causa alterações estruturais permanentes nos brônquios — espessamento da parede, fibrose e perda de elasticidade. Esse processo, chamado remodelamento, é irreversível e leva à perda progressiva de função pulmonar. É a principal razão pela qual tratar a inflamação precocemente é tão importante.

Hospitalizações e risco de vida: crises de asma grave continuam sendo causa relevante de internação e, em casos extremos, podem ser fatais. No Brasil, a asma ainda é uma das principais causas de internação por doença respiratória crônica no SUS.

Impacto na qualidade de vida: sono fragmentado, faltas ao trabalho e à escola, limitação para exercícios e ansiedade crônica são consequências frequentes da asma mal controlada.

Efeitos do uso excessivo de corticoide oral: pacientes que dependem de cursos repetidos de corticoide oral estão expostos a riscos acumulativos — osteoporose, diabetes, catarata e supressão adrenal. As diretrizes diretrizes GINA mais recentes reforçam que o corticoide oral deve ser a última opção.

A boa notícia é que a grande maioria dessas complicações é evitável com diagnóstico precoce, tratamento anti-inflamatório adequado e acompanhamento regular.

Crise de asma: como reconhecer e o que fazer

Uma crise (exacerbação) de asma é um episódio agudo de piora dos sintomas que requer mudança no tratamento habitual. Os sinais de alerta incluem:

• Falta de ar que piora rapidamente.

• Chiado intenso ou, em casos graves, ausência de chiado (“tórax silencioso” — indica obstrução muito grave).

• Dificuldade para falar frases completas.

• Uso visível da musculatura do pescoço e costelas para respirar.

• Lábios ou unhas azulados (cianose).

O que fazer durante uma crise:

1. Manter a calma e sentar-se em posição ereta (nunca deitar).

2. Usar a medicação de alívio prescrita pelo médico (broncodilatador inalatório).

3. Se não houver melhora em 15-20 minutos, ou se os sintomas forem graves desde o início — procurar emergência imediatamente.

4. Não substituir a medicação por medidas caseiras. Não esperar “passar sozinho”.

Importante: todo paciente com asma deve ter um plano de ação por escrito, elaborado junto ao seu médico, que orienta exatamente o que fazer em caso de piora. Isso salva vidas.

Quando procurar um alergista em Goiânia?

O clínico geral ou pediatra pode manejar casos leves de asma, mas a avaliação pelo alergista/imunologista é recomendada quando:

• A asma não está controlada apesar do tratamento inicial.

• Há necessidade de investigar o perfil alérgico (testes cutâneos, IgE).

• Existem crises frequentes, hospitalizações ou uso recorrente de corticoide oral.

• Há suspeita de asma grave, que pode se beneficiar de imunobiológicos.

• O paciente deseja avaliar imunoterapia.

• Crianças com episódios recorrentes de sibilância ou “bronquite”.

• Asma associada a rinite crônica, dermatite atópica ou alergia alimentar.

Perguntas frequentes sobre asma

Asma tem cura?

A asma é uma doença crônica e, até o momento, não existe cura definitiva. Porém, com o tratamento correto, a grande maioria dos pacientes alcança o controle total dos sintomas — vivendo normalmente, praticando esportes e sem crises. Em crianças, há casos em que os sintomas melhoram significativamente ou remitem na adolescência, mas isso não é garantido e não dispensa acompanhamento.

A bombinha de asma causa dependência?

Não. O corticosteroide inalatório (a medicação de manutenção) não causa dependência — causa proteção. O que as diretrizes atuais contraindicam é o uso isolado e frequente do broncodilatador de curta duração (“bombinha de alívio”) sem anti-inflamatório associado, porque isso mascara a inflamação e aumenta o risco de crises graves.

Quem tem asma pode fazer exercício físico?

Sim, e deve! A atividade física regular é recomendada para pacientes com asma. O broncoespasmo induzido por exercício pode ocorrer, mas é prevenível com medicação pré-exercício (corticosteroide inalatório + formoterol, conforme o plano do paciente) e aquecimento adequado. A natação é particularmente bem tolerada por muitos asmáticos.

A asma piora no período seco de Goiânia?

Muito. O ar seco, a poeira em suspensão e principalmente a fumaça das queimadas entre agosto e setembro são gatilhos importantes. Se você tem asma e mora em Goiânia, converse com seu médico sobre a possibilidade de ajustar preventivamente o tratamento antes da seca — sempre em consulta, nunca por conta própria.

Asma alérgica e asma não alérgica são tratadas da mesma forma?

O tratamento inalatório de base é semelhante em ambos os tipos. A diferença está nas estratégias complementares: na asma alérgica, o controle ambiental e a imunoterapia com alérgenos podem ser muito úteis. Na asma grave, os imunobiológicos disponíveis atuam em mecanismos específicos da inflamação tipo 2 — por isso a fenotipagem é tão importante.

Conclusão

A asma é uma doença séria, mas tratável. O avanço das diretrizes nos últimos anos — especialmente a ênfase no tratamento anti-inflamatório desde o início e na estratégia MART — transformou o prognóstico de milhões de pacientes no mundo.

O recado mais importante deste guia é: asma não é sinônimo de limitação. Com diagnóstico correto, tratamento personalizado e acompanhamento regular, é possível viver plenamente — dormir bem, fazer exercício, trabalhar e estudar sem restrições.

Se você mora em Goiânia e sente que a asma ainda controla sua vida em vez de você controlá-la, esse é o momento de buscar uma avaliação especializada.

Dr. Mário Victor Costa de Faria — Alergista e Imunologista em GoiâniaCRM-GO 23.741 | RQE 20.638Clínica Manuel Tadeu — Setor Oeste, Goiânia/GOAgende pelo WhatsApp: (62) 99102-5408www.drmariovictor.com.br | @drmariovictor_Atende crianças e adultos | Planos: Unimed, IPASGO, Hapvida

Este conteúdo é informativo e não substitui consulta presencial. Artigo revisado pelo Dr. Mário Victor Costa de Faria, especialista em Alergia e Imunologia pela ASBAI/AMB.

Referências científicas

1. Global Initiative for Asthma (GINA). Global Strategy for Asthma Management and Prevention — 2025 Update. Disponível em: ginasthma.org.

2. diretrizes GINA mais recentes Summary Guide for Asthma Management and Prevention. ginasthma.org, nov/2025.

3. Solé D, Kuschnir FC, Pastorino AC, et al. V Consenso Brasileiro sobre Rinites – 2024. ASBAI / ABORL-CCF / SBP.

4. Sousa-Pinto B, et al. ARIA-EAACI Guidelines 2024–2025. Allergy. 2025.

5. ASBAI — Materiais educativos sobre asma. Disponível em: asbai.org.br.

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