Você acorda com o corpo cheio de placas vermelhas, elevadas, que coçam intensamente — e em poucas horas desaparecem sem deixar marca. No dia seguinte, voltam em lugares diferentes. Ou então: de repente, seus lábios ou pálpebras incham sem motivo aparente. Se essa situação persiste por semanas ou meses, provavelmente estamos falando de urticária — uma das doenças de pele mais frequentes e mais angustiantes que existem.
A urticária acomete até 20% da população ao longo da vida em sua forma aguda, e cerca de 0,5% a 1% da população convive com a forma crônica a qualquer momento. Este guia foi escrito com base na diretriz internacional mais atualizada — a EAACI/GA²LEN Guideline 2022, com atualização publicada em 2026 (Allergy, 2026, conferência de dezembro de 2024, com 210 delegados de 59 países). Na minha prática clínica em Goiânia, a urticária crônica está entre as condições que mais impactam a qualidade de vida dos meus pacientes — e também uma das que mais se beneficia de um diagnóstico preciso e tratamento escalonado.
O que é urticária?
Urticária é uma doença de pele mediada por mastócitos — células do sistema imunológico que, quando ativadas, liberam histamina e outros mediadores inflamatórios. Isso provoca o aparecimento de lesões características:
Urticas (placas): elevações avermelhadas na pele, de tamanho variável, que coçam intensamente. Cada placa individual dura menos de 24 horas e desaparece sem deixar marca — mas novas placas podem surgir continuamente.
Angioedema: inchaço mais profundo, que acomete lábios, pálpebras, mãos, pés ou genitais. Dura mais que as placas (até 72 horas) e pode causar dor ou sensação de pressão, além de coceira.
A urticária pode se apresentar com placas isoladas, com angioedema isolado, ou com ambos ao mesmo tempo. Essa distinção é importante para o planejamento diagnóstico e terapêutico.
Tipos de urticária
Por duração
Urticária aguda: dura menos de 6 semanas. É a forma mais comum. Na maioria dos casos, está associada a infecções virais, uso de medicamentos (anti-inflamatórios, antibióticos) ou, menos frequentemente, alimentos. Costuma ser autolimitada e geralmente não exige investigação extensa.
Urticária crônica: dura 6 semanas ou mais. Pode persistir por meses ou anos. Divide-se em duas categorias principais:
Urticária crônica espontânea (UCE)
As placas e/ou angioedema surgem espontaneamente, sem gatilho externo identificável. É a forma crônica mais comum. O mecanismo envolve ativação dos mastócitos cutâneos, frequentemente com participação de mecanismos autoimunes em parte dos pacientes — mas nem todos os casos têm uma base autoimune demonstrável.
Importante: dizer que a UCE “é” autoimune como regra absoluta é uma simplificação. As diretrizes descrevem heterogeneidade de mecanismos, incluindo endótipos autoimunes (tipo I e tipo IIb) em uma parcela dos pacientes, enquanto em outros o mecanismo exato permanece não totalmente definido. Na prática, isso significa que o tratamento não depende de “descobrir a causa” — depende de controlar os mastócitos.
Urticária crônica induzível
As lesões são desencadeadas por estímulos físicos específicos: frio, calor, pressão, vibração, luz solar ou exercício. Cada subtipo tem nome próprio (dermografismo, urticária ao frio, urticária colinérgica, etc.). O diagnóstico se faz pela reprodução do estímulo.
Costumo explicar aos meus pacientes que na urticária crônica espontânea, o “espontânea” é a palavra-chave: as placas aparecem sem um gatilho externo óbvio. Isso não significa que o médico “não descobriu a causa” — significa que o mecanismo é interno, relacionado ao sistema imunológico, e o tratamento foca em controlar essa disfunção.
Sintomas da urticária
Coceira (prurido): é o sintoma mais impactante. Pode ser intensa, constante e pior à noite, prejudicando o sono e a concentração.
Placas migratórias: surgem em qualquer parte do corpo, mudam de lugar ao longo do dia e desaparecem em menos de 24 horas sem deixar marca.
Angioedema: inchaço de lábios, pálpebras, mãos ou pés, que pode assustar mas geralmente não compromete a respiração (diferente da anafilaxia). Em casos raros e específicos — como o angioedema hereditário por deficiência de C1-inibidor — o inchaço pode envolver a via aérea e exigir tratamento de emergência.
Impacto na qualidade de vida: a urticária crônica está associada a insônia, ansiedade, depressão, constrangimento social e redução significativa da produtividade. Estudos mostram impacto comparável ao de doenças cardíacas em termos de qualidade de vida.
Sintomas em crianças
Em crianças, a urticária aguda é frequentemente associada a infecções virais e costuma resolver espontaneamente. A urticária crônica em crianças é menos comum que em adultos, mas existe e merece investigação. A abordagem terapêutica é similar, com ajustes de dose.
Angioedema: quando o inchaço merece atenção especial
O angioedema associado à urticária é mediado por histamina — responde aos mesmos tratamentos e geralmente não é perigoso. Porém, existem formas de angioedema sem urticária que merecem investigação diferenciada:
Angioedema hereditário (AEH): causado por deficiência de C1-inibidor, é uma condição genética rara. O inchaço pode afetar face, extremidades, trato gastrointestinal e, potencialmente, a via aérea. NÃO responde a anti-histamínicos nem a corticoides — exige tratamento específico. O alergista investiga com dosagem de C4 e C1-inibidor.
Angioedema por medicamentos: especialmente por anti-hipertensivos do tipo IECA (inibidores da ECA), que podem causar angioedema de lábios e língua por mecanismo de bradicinina, sem placas associadas.
Sinal de alerta: se você tem angioedema recorrente SEM placas de urticária, a avaliação por alergista é essencial para descartar causas que exigem manejo diferenciado. No angioedema hereditário, por exemplo, o atraso diagnóstico é comum e pode ser perigoso — muitos pacientes passam anos sendo tratados erroneamente com anti-histamínicos e corticoides sem resultado, quando precisam de terapias específicas.
Dermografismo: a urticária que “se escreve na pele”
O dermografismo é a forma mais comum de urticária induzível. Ao passar a unha ou um objeto romo na pele, surgem placas elevadas exatamente no trajeto do estímulo — como se a pele estivesse “escrevendo”. Afeta até 5% da população e pode coexistir com a UCE.
Na maioria dos casos, é uma condição benigna e responde bem a anti-histamínicos. O diagnóstico é simples — o alergista faz o teste com um dermografômetro ou instrumento padronizado.
Urticária em Goiânia: o papel do calor e da seca
Embora a urticária crônica não tenha relação direta com o clima como a rinite e a asma, alguns fatores regionais podem influenciar:
Calor e suor: o clima quente de Goiânia e o suor podem ser gatilhos para urticária colinérgica (desencadeada por aumento da temperatura corporal). Pacientes que notam placas pequenas e coceira intensa durante exercício ou banho quente devem ser avaliados para esse subtipo.
Desidratação e ressecamento: a pele seca pela baixa umidade pode intensificar a percepção de coceira em quem já tem urticária, embora não seja causa direta.
Estresse sazonal: o período de seca e queimadas em Goiânia é também um período de maior estresse para muitos pacientes, o que pode funcionar como fator agravante em quem já tem UCE.
Na minha prática aqui em Goiânia, a urticária colinérgica é frequentemente subdiagnosticada. Muitos pacientes atribuem as placas a “alergia ao suor” ou “alergia ao calor” sem saber que existe um subtipo específico com tratamento direcionado. A avaliação com o alergista permite diferenciar e tratar adequadamente.
Causas e gatilhos da urticária
Uma das maiores fontes de frustração para pacientes com urticária crônica é a busca por “a causa”. Na UCE, na maioria dos casos, não existe um alérgeno externo identificável.
Na urticária aguda
• Infecções virais (a causa mais comum, especialmente em crianças).
• Medicamentos: anti-inflamatórios (AINEs), antibióticos, opioides.
• Alimentos: raramente são causa de urticária crônica, mas podem causar urticária aguda (alergia alimentar IgE-mediada).
• Picadas de insetos.
Na urticária crônica espontânea
• Mecanismos autoimunes em parte dos pacientes (autoanticorpos contra receptores de IgE ou contra IgE, ativação direta de mastócitos).
• Fatores que pioram (mas não causam): estresse emocional, calor, álcool, AINEs, infecções intercorrentes.
• Na grande maioria dos casos, não se identifica uma “causa única” — e isso é esperado, não um fracasso diagnóstico.
Mito importante a desfazer: “urticária emocional” como diagnóstico isolado não é reconhecido pelas diretrizes. O estresse pode piorar sintomas em quem já tem UCE, mas raramente é a causa primária. Tratar o estresse sem tratar a urticária raramente resolve o quadro.
Como é feito o diagnóstico da urticária?
O diagnóstico de urticária é clínico — baseado na história e no aspecto das lesões. Não existe “exame de urticária”. A investigação complementar depende do tipo e da duração:
Urticária aguda: na maioria dos casos, não são necessários exames. Se a história sugere alergia a alimento ou medicamento específico, testes alérgicos direcionados podem ser úteis.
Urticária crônica espontânea: a investigação inicial pode incluir hemograma, provas inflamatórias (PCR, VHS), TSH e, em casos selecionados, pesquisa de autoanticorpos (como anti-TPO). Exames alérgicos amplos (“painéis” de alergia) NÃO são recomendados na UCE — a doença raramente é alérgica.
Urticária induzível: o diagnóstico se confirma pela reprodução do estímulo (teste do gelo para urticária ao frio, teste de dermografismo, etc.).
O mais importante na investigação é diferenciar a urticária de outras condições que podem se parecer com ela — como vasculite urticariforme (lesões que duram mais de 24h e deixam marca), mastocitose e síndromes autoinflamatórias.
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Tratamento da urticária: algoritmo escalonado
O tratamento da urticária segue um algoritmo escalonado, validado pela diretriz internacional EAACI/GA²LEN (versão atualizada em 2026). O objetivo é alcançar o controle completo dos sintomas com a menor medicação possível.
Etapa 1 — Anti-histamínicos de segunda geração (dose padrão)
São a primeira linha de tratamento para qualquer forma de urticária. Atuam bloqueando os receptores H1 da histamina, reduzindo coceira e placas. Diferentemente dos anti-histamínicos de primeira geração, os de segunda geração causam pouca ou nenhuma sedação e são seguros para uso contínuo.
Etapa 2 — Aumento da dose do anti-histamínico (até 4x a dose padrão)
Se a dose padrão não controla os sintomas, as diretrizes recomendam aumentar gradualmente a dose do anti-histamínico de segunda geração até 4 vezes a dose habitual. Esse aumento deve ser feito sob orientação médica — nunca por conta própria.
Atenção: “dose alta” não significa qualquer dose. O limite recomendado é até 4x a dose padrão do anti-histamínico de segunda geração. Anti-histamínicos de primeira geração (que causam sonolência) NÃO são recomendados como tratamento de rotina.
Etapa 3 — Omalizumabe (imunobiológico anti-IgE)
Para pacientes que não respondem adequadamente ao anti-histamínico em dose elevada, o próximo passo é o omalizumabe — um anticorpo monoclonal anti-IgE, administrado por injeção subcutânea mensal. É indicado especificamente para urticária crônica espontânea refratária, não para qualquer tipo de urticária.
O omalizumabe tem demonstrado eficácia significativa em reduzir placas, coceira e angioedema, com boa segurança. Muitos pacientes relatam melhora expressiva na qualidade de vida. Em alguns casos, após um período de tratamento, é possível tentar a suspensão — mas a recidiva é comum em uma parcela dos pacientes, e nem todos mantêm remissão após parar.
Etapa 4 — Ciclosporina ou outras opções
Para os raros casos que não respondem ao omalizumabe, a ciclosporina (imunossupressor) é uma opção, embora com perfil de efeitos colaterais que exige monitoramento rigoroso. A diretriz de 2026 também menciona novas terapias em avaliação, incluindo anticorpos anti-IL4Rα e inibidores de BTK, que podem ampliar as opções em breve.
Corticosteroides orais podem ser usados excepcionalmente em crises muito intensas, por períodos curtos (máximo 10 dias). NÃO são tratamento de manutenção para urticária.
Monitoramento do tratamento
O alergista utiliza instrumentos padronizados para acompanhar a resposta ao tratamento, como o UAS7 (Urticaria Activity Score — registro diário de placas e coceira por 7 dias) e o UCT (Urticaria Control Test — questionário rápido de controle). Esses instrumentos ajudam a tomar decisões objetivas sobre quando escalonar ou desescalonar o tratamento.
O que NÃO fazer na urticária crônica
• NÃO usar corticoide oral como tratamento contínuo — os riscos superam os benefícios.
• NÃO fazer dietas restritivas sem indicação — raramente ajudam e podem prejudicar.
• NÃO pedir “painéis” de alergia extensos — a UCE raramente é alérgica.
• NÃO desistir do tratamento precocemente — a resposta ao omalizumabe pode levar semanas para se consolidar.
• NÃO ajustar dose de anti-histamínico por conta própria — sempre com orientação médica.
Na minha experiência em Goiânia, muitos pacientes com urticária crônica chegam ao consultório após meses usando anti-histamínicos em dose inadequada ou corticoides orais de forma intermitente — o que gera um ciclo de melhora-piora sem controle real. Quando ajustamos a dose corretamente e, quando necessário, introduzimos o omalizumabe, a transformação na qualidade de vida é marcante.
Urticária crônica tem cura? Qual o prognóstico?
A UCE tem uma tendência natural à remissão ao longo dos anos — mas o tempo é variável e não há como prever com certeza quando isso vai acontecer para cada paciente.
As diretrizes descrevem que uma proporção dos pacientes entra em remissão nos primeiros anos, mas há variabilidade importante: alguns remitem em meses, outros persistem por décadas. Fatores como angioedema associado, gravidade inicial e presença de autoanticorpos podem influenciar a duração.
Expectativa realista: com o tratamento escalonado adequado, a grande maioria dos pacientes alcança controle dos sintomas — vivendo normalmente, dormindo bem e sem crises. Quando a remissão espontânea ocorre, o alergista reduz gradualmente a medicação para confirmar.
Quando procurar um alergista em Goiânia?
• Placas na pele e/ou coceira que duram mais de 6 semanas.
• Angioedema recorrente (inchaço de lábios, olhos, mãos).
• Urticária que não responde ao anti-histamínico em dose padrão.
• Necessidade de avaliação para omalizumabe ou tratamento de terceira linha.
• Dúvida entre urticária, alergia alimentar ou reação a medicamento.
• Crianças com urticária recorrente sem causa aparente.
• Angioedema sem placas (necessidade de descartar causas hereditárias).
Perguntas frequentes sobre urticária
Urticária é alergia?
Nem sempre. A urticária aguda pode ser causada por alergia (a alimentos, medicamentos ou insetos), mas a urticária crônica espontânea raramente é alérgica. Na UCE, o mecanismo é predominantemente interno — envolve ativação dos mastócitos cutâneos, frequentemente com participação autoimune.
Estresse causa urticária?
O estresse pode piorar os sintomas em quem já tem urticária crônica, mas raramente é a causa primária. “Urticária emocional” como diagnóstico isolado não é reconhecido pelas diretrizes. Se você tem placas na pele recorrentes, vale investigar com um alergista antes de atribuir tudo ao estresse.
Posso aumentar a dose do anti-histamínico por conta própria?
Não. Embora as diretrizes autorizem aumento até 4x a dose padrão, essa decisão deve ser orientada pelo médico, que avalia a segurança, a interação com outros medicamentos e a resposta individual. Nunca ajuste dose sem orientação.
O omalizumabe é seguro?
Sim, o perfil de segurança do omalizumabe é bem estabelecido por anos de uso e estudos clínicos. Os efeitos colaterais mais comuns são reação no local da injeção. Anafilaxia é extremamente rara. O tratamento é feito sob supervisão médica.
Urticária crônica passa sozinha?
Pode passar. A UCE tende a entrar em remissão ao longo dos anos, mas o tempo varia muito entre pacientes. Enquanto a doença está ativa, o tratamento adequado é essencial para manter qualidade de vida. Esperar “passar sozinha” sem tratamento significa meses ou anos de sofrimento desnecessário.
Preciso fazer dieta para urticária?
Na grande maioria dos casos de urticária crônica, dietas restritivas NÃO são recomendadas. Alimentos raramente são a causa da UCE. Restrições alimentares sem indicação podem gerar ansiedade, déficits nutricionais e não melhoram o quadro. Se houver suspeita específica de pseudoalergia alimentar, o alergista pode orientar um teste supervisionado.
Conclusão
A urticária é uma doença de pele mediada por mastócitos que, em sua forma crônica, pode ser intensamente debilitante. O avanço das diretrizes internacionais — incluindo a atualização de 2026, com o algoritmo escalonado de anti-histamínicos em dose otimizada, omalizumabe e novas terapias em horizonte — transformou o prognóstico e trouxe esperança concreta para pacientes que antes conviviam com anos de sintomas sem controle.
O recado mais importante é: urticária crônica tem tratamento eficaz. Ninguém precisa conviver com coceira constante, placas diárias e noites mal dormidas. Se os anti-histamínicos sozinhos não estão resolvendo, existem próximos passos — e o alergista é o profissional capacitado para conduzi-los.
Se você mora em Goiânia e convive com urticária crônica, saiba que é possível alcançar controle completo com o tratamento certo. O primeiro passo é uma avaliação especializada para definir o tipo de urticária, descartar condições que se parecem com ela e traçar um plano terapêutico individualizado.
| Dr. Mário Victor Costa de Faria — Alergista e Imunologista em GoiâniaCRM-GO 23.741 | RQE 20.638Clínica Manuel Tadeu — Setor Oeste, Goiânia/GOAgende pelo WhatsApp: (62) 99102-5408www.drmariovictor.com.br | @drmariovictor_Atende crianças e adultos | Planos: Unimed, IPASGO, Hapvida |
Este conteúdo é informativo e não substitui consulta presencial. Artigo revisado pelo Dr. Mário Victor Costa de Faria, especialista em Alergia e Imunologia pela ASBAI/AMB.
Referências científicas
1. Zuberbier T, et al. The international EAACI/GA²LEN/EuroGuiDerm/APAAACI guideline for the definition, classification, diagnosis, and management of urticaria — 2026 Update. Allergy. 2026. doi: 10.1111/all.70210.
2. Zuberbier T, et al. The international EAACI/GA²LEN/EuroGuiDerm/APAAACI guideline for urticaria. Allergy. 2022;77:734-766.
3. Santos AF, et al. EAACI guidelines on the management of IgE-mediated food allergy. Allergy. 2025;80(1):14-36. (Para angioedema e anafilaxia).
4. ASBAI — Materiais educativos sobre urticária. Disponível em: asbai.org.br.